domingo, 25 de novembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Matéria - Israelense de 19 anos prefere a cadeia ao ataque a Gaza
Matéria - Israelense de 19 anos prefere a cadeia ao ataque a Gaza
O jovem Natan Blanc, de 19 anos, seguiu para a prisão neste domingo porque se recusou a tomar parte neste novo ataque a Gaza. "Como cidadãos e seres humanos, temos um dever moral de recusar a participar desse jogo cínico. É por isso que eu decidi recusar entrar para o Exército Israelense em 19 de novembro de 2012”', diz o jovem em uma carta que denuncia a "onda de militarismo agressivo" em Israel.
O jovem Natan Blanc, de 19 anos, seguiu para a prisão neste domingo porque se recusou a tomar parte neste novo ataque a Gaza. "Como cidadãos e seres humanos, temos um dever moral de recusar a participar desse jogo cínico. É por isso que eu decidi recusar entrar para o Exército Israelense em 19 de novembro de 2012”', diz o jovem em uma carta que denuncia a "onda de militarismo agressivo" em Israel.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Das quebradas ao centro | Blog Coletivo Outras Palavras
Das quebradas ao centro | Blog Coletivo Outras Palavras
Um motoboy, um gestor cultural, um funkeiro e um professor universitário falam sobre “periferia”
Um motoboy, um gestor cultural, um funkeiro e um professor universitário falam sobre “periferia”
Por JR Penteado
“A mídia nos vê como vítimas ou bandidos. Com o projeto, há uma inversão nessas visões”. O dono da declaração é Eliezer Muniz, o Neka, membro do Canal Motoboy – coletivo de cultura que reúne cerca de uma dezena de motociclistas. Neka, que além de motociclista também é professor de filosofia da rede pública de ensino, contou a história do coletivo para uma plateia no Sesc Santo Amaro, na mesa intitulada “Circuitos e Trajetos: o marginal no centro e na periferia”, que ainda teve outros convidados para falar sobre o tema. O debate fazia parte da programação do seminário “Estéticas das Periferias”.
Neka fez um relato do projeto Megafone (www.megafone.net), no qual o Canal Motoboy possui um espaço em que seus membros postam fotos de celulares juntamente com textos, criando assim a sua própria narrativa da cidade. “Quem idealizou o site é o espanhol Antoni Abadi. A ideia é a de dar voz aos coletivos que existem em todo o mundo, e, por meio de celulares, circunscrever a ação política cultural das comunidades marginalizadas, invisíveis”, disse.
Já Leandro Benneti, do Centro Cultural da Juventude (CCJ), falou sobre o objetivo do centro, criado em 2006: reconhecer e valorizar a produção cultural dos jovens de São Paulo. “Foi um início favorável considerando a tradição muito ruim de São Paulo e do Brasil em oferecer políticas culturais ao jovem da periferia. Os que fizeram o CCJ buscaram romper essa tradição.” Benneti ressaltou também que a equipe do CCJ visa garantir a diversidade das suas atividades, já que o jovem também é diverso. E sublinhou que não há uma “periferia” mas “periferias” no plural. “A ideia de nossas ações é descobrir o jovem real, não o estereotipado que normalmente serve de ponto de partida para as políticas públicas.”
Em seguida, o MC Rafael Calazans, da APAFUNK (Associação dos Profissionais e Amigos do Funk), fez uma fala bastante contundente em defesa do funk enquanto expressão cultural, e comentou sobre o preconceito e criminalização que aqueles que gostam do gênero musical sofrem. “O funk surgiu do James Brown, foi para o morro carioca e foi apropriado. É frevo, com melodia de samba e batida de afro. Música preta, pobre, expressão de identidade cultural. Chega na década de 90 com paródia de músicas consagradas e se torna sucesso na periferia.” Sobre as constantes críticas contra às letras das músicas que fazem alusão ao sexo explícito, ele contrasta com outros expressões em que isso também existe. “Salomão já falava de sexo na bíblia. Sem contar as cenas picantes na novela das nove da Globo. Aí o jovem do morro tem 50 palavras no vocabulário, 25 são palavrões, 25 são gírias, pegam esse cara e querem discutir com parâmetros de Chico Buarque.”
Por fim, falou José Magnani, do Núcleo de Antropologia Urbana da USP. Ele destacou o fato da palavra “periferias” ter sido colocada no plural no título do evento. “A palavra periferia, no singular, dá uma ideia de homogeneidade, o que não existe, já que ela é múltipla.” Magnani também chamou atenção para a mudança do conceito na palavra “periferia”. “Normalmente entendemos a periferia enquanto oposição ao centro, concepção bastante usada na mídia, no cotidiano, nas ciências sociais. Em algum momento esse conceito servia para explicar a realidade, talvez quando São Paulo tinha um centro bem delineado e a periferia era mais caótica. Hoje o emprego dessa palavra já não basta e já se fala em ‘hiperperiferia’, ‘megaperiferia’.” Ele ainda comentou sobre a mudança de conotação do termo. “Hoje periferia deixou de ser estigma para se tornar uma marca. Tem que ter um ethos pra ser da periferia, não é qualquer um: lá vive-se, não mais se sobrevive.” E sobre a ideia de estética, arrematou. “A estética da periferia sempre existiu, desde os imigrantes que primeiro chegaram, a periferia sempre foi lugar de criação. Por que não tem visibilidade? Para se tornar estética, as expressões culturais têm que ultrapassar o nível doméstico e experimental, e ocupar os espaços de visibilidade pública para então se consolidar como estética. Tem que vir para o centro, que é onde está o poder.”
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Free community food garden removed by City of Toronto workers | rabble.ca
Free community food garden removed by City of Toronto workers | rabble.ca
The City of Toronto dismantled a garden Friday.
The People's Pea Garden was planted by the Occupy movement five months ago. As part of the protest, images of park workers removing the garden are being shared on social media. Occupy Canada shared the story, the Photo has since gone viral with over 5,000 shares. Photo can be viewed here: http://on.fb.me/Ss5eNm
de Occupy Canada fbook
The City of Toronto dismantled a garden Friday.The People's Pea Garden was planted by the Occupy movement five months ago. As part of the protest, images of park workers removing the garden are being shared on social media. Occupy Canada shared the story, the Photo has since gone viral with over 5,000 shares. Photo can be viewed here: http://on.fb.me/Ss5eNm
de Occupy Canada fbook
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Occupy Chicago Declares Victory After All Charges From Encampment Attempts Are Dropped | Occupy Chicago
Occupy Chicago Declares Victory After All Charges From Encampment Attempts Are Dropped | Occupy Chicago
"We were arrested because we were doing something very threatening to the state, we were creating a peaceful social platform where the voices of the lower classes could be heard. We the challenged the system of capitalism simply by talking about and bringing economic inequality to the forefront of everyday conversation has been a tremendous achievement on our behalf," said Danielle Vilarreal, Occupier arrested on October 23.
Occupychi.org // @OccupyChicago
MEDIA ALERT FOR IMMEDIATE RELEASE
Press Conference and Interviews Available at 3pm at 1180 North Milwaukee Avenue Chicago, IL 60642
Contact: occupychi.presscomm@gmail.com
Occupy Chicago Declares Victory After All Charges From Encampment Attempts Are Dropped
Cook County Judge Thomas Donnelly has dismissed all charges relating to Occupy Chicago's attempts at taking an encampment last October. On October 15 and 23, thousands of occupiers marched from Jackson and LaSalle to Congress Plaza to erect an encampment in solidarity with Occupy Wall Street. The encampments were meant to be a place where people could live, build community and organize in our fight against the corporate abuse of democracy. The protest was intended to build a round-the-clock presence at Grant Park. Over the course of the two attempts to create this community, 305 protesters would be arrested.
The arrests were made on the grounds of a rarely-used park curfew ordinance restricting access to Grant Park from 11pm to 6am. Occupy Chicago activists challenged this ordinance based upon the protection of the First Amendment which states:
"Congress shall make no law respecting an establishment of religion, or prohibiting the exercise thereof; or abridging the freedom of speech, or of the press; or the right peaceably to assemble, and to petition the Government for a redress of grievances."MEDIA ALERT FOR IMMEDIATE RELEASE
Press Conference and Interviews Available at 3pm at 1180 North Milwaukee Avenue Chicago, IL 60642
Contact: occupychi.presscomm@gmail.com
Occupy Chicago Declares Victory After All Charges From Encampment Attempts Are Dropped
Cook County Judge Thomas Donnelly has dismissed all charges relating to Occupy Chicago's attempts at taking an encampment last October. On October 15 and 23, thousands of occupiers marched from Jackson and LaSalle to Congress Plaza to erect an encampment in solidarity with Occupy Wall Street. The encampments were meant to be a place where people could live, build community and organize in our fight against the corporate abuse of democracy. The protest was intended to build a round-the-clock presence at Grant Park. Over the course of the two attempts to create this community, 305 protesters would be arrested.
The arrests were made on the grounds of a rarely-used park curfew ordinance restricting access to Grant Park from 11pm to 6am. Occupy Chicago activists challenged this ordinance based upon the protection of the First Amendment which states:
"We were arrested because we were doing something very threatening to the state, we were creating a peaceful social platform where the voices of the lower classes could be heard. We the challenged the system of capitalism simply by talking about and bringing economic inequality to the forefront of everyday conversation has been a tremendous achievement on our behalf," said Danielle Vilarreal, Occupier arrested on October 23.
Ninety two of those arrested have been collectively fighting back on first amendment grounds since February. Today we are happy to announce that all charges against Occupy Chicago activists have been dismissed on first amendment grounds. Read the judges ruling here: http://nlgchicago.org/blog/motdorder/
This ruling is another victory for Occupy Chicago in beating back Mayor Emmanuel's attacks on the first amendment rights of activists. "The whole city is getting tired of Rahm's abuse of power. This is what we saw with the immense community support for the teacher's strike. This what we saw back in January when we were able to mobilize the community against Rahm's "sit down, and shut up" ordinances. And this is what we see now with the charges being dismissed. Grant Park has a long history of being an open political forum in the city of Chicago and for Rahm to try to restrict political activity in this park with unconstitutional arrests, is not only an insult to the political history of Chicago, it also goes to prove that Rahm, not really being from Chicago, does not understand Chicago, and the rights of the people who live here," said Andy Manos Occupier arrested on October 23. "The charges against Occupy Chicago members have been dropped, but the legal and ethical travesty that they represent should never be forgotten; the city administration and its corrupt courts have wasted how many tax dollars in this circus of injustice? And for what? What did hundreds of cops spend hundreds of overtime hours on the city's dime doing last October? They spent that time breaking their own laws and repressing the very essence of democracy, as the verdict in this case indicates. It was all a meaningless distraction meant to take away momentum from a political moment that represented something other than the trite and callous ethos so dominant in our troubled culture," said Mark Banks Occupier arrested on October 23rd.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Toma la palabra » Los mapas del 15M al 15O
Toma la palabra » Los mapas del 15M al 15O
Por Pablo soto
"El nuevo ciclo de luchas que comenzó con la Primavera Árabe y la Revolución Islandesa y que ha tenido su reflejo en la orilla norte del mediterráneo con el movimiento 15M y por una Democracia Real Ya, se propaga en la actualidad a una escala global.
Estos movimientos se caracterizan por (a) trabajar a dos niveles: en el internet y en las calles, con ocupación de plazas y asambleas; (b) tener una organización autopoiética de enorme escalabilidad e interactividad, y por (c) producir revoluciones de código abierto donde saberes, técnicas, prácticas y estrategias son aprendidas y replicadas con mejoras por las distintas sociedades conectadas."
Por Pablo soto
"El nuevo ciclo de luchas que comenzó con la Primavera Árabe y la Revolución Islandesa y que ha tenido su reflejo en la orilla norte del mediterráneo con el movimiento 15M y por una Democracia Real Ya, se propaga en la actualidad a una escala global.
Estos movimientos se caracterizan por (a) trabajar a dos niveles: en el internet y en las calles, con ocupación de plazas y asambleas; (b) tener una organización autopoiética de enorme escalabilidad e interactividad, y por (c) producir revoluciones de código abierto donde saberes, técnicas, prácticas y estrategias son aprendidas y replicadas con mejoras por las distintas sociedades conectadas."
| Mapa conceptual de acampadasol |
terça-feira, 7 de agosto de 2012
La Puerta del Sol en Madrid « Maestroviejo's Blog
La Puerta del Sol en Madrid « Maestroviejo's Blog
"¿Y quién reina en medio de la Plaza de Sol de Madrid? Pues la estatua de la Diosa Venus. Huelga decir que la figura de Venus tiene un significado muy iniciático y ocultista, ya que es el Lucero del Alba.Satanás es presentado en las órdenes negras como el Lucero del Alba, y de ahí su otro nombre de Lucifer, (lux =luz; ferre=portar), de lucifero, el portador de la luz.""... ver no link mais
"¿Y quién reina en medio de la Plaza de Sol de Madrid? Pues la estatua de la Diosa Venus. Huelga decir que la figura de Venus tiene un significado muy iniciático y ocultista, ya que es el Lucero del Alba.Satanás es presentado en las órdenes negras como el Lucero del Alba, y de ahí su otro nombre de Lucifer, (lux =luz; ferre=portar), de lucifero, el portador de la luz.""... ver no link mais
sexta-feira, 20 de julho de 2012
BBC speaks of disappointment over riot injunction | Media | guardian.co.uk
BBC speaks of disappointment over riot injunction | Media | guardian.co.uk
Judge's court order had banned corporation from showing two drama-documentaries about last summer's riots
ver link acima
Judge's court order had banned corporation from showing two drama-documentaries about last summer's riots
ver link acima
quinta-feira, 19 de julho de 2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Urbanismo Emergente o “Tactical Urbanism” « La Ciudad Viva
Urbanismo Emergente o “Tactical Urbanism” « La Ciudad Viva
ac·ti·cal
adj: \tak-ti-kl\
1. of or relating to small-scale actions serving a larger purpose
who: you
what: change
where: the city
when: now
how: do it yourself*
ac·ti·cal
adj: \tak-ti-kl\
1. of or relating to small-scale actions serving a larger purpose
who: you
what: change
where: the city
when: now
how: do it yourself*
quinta-feira, 7 de junho de 2012
URBICENTROS#3 | Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo
URBICENTROS#3 | Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo
Acontecerá em Salvador, nos dias 22, 23 e 24 de outubro de 2012, a terceira edição do Seminário Internacional Urbicentros - Morte e vida dos centros urbanos [>site]. A argumentação fundamental do URBICENTROS#3 parte do entendimento de que a lógica de abandono, fragmentação, descontinuidade e exploração especulativa que passaram e passam as áreas centrais tradicionais das cidades, podem constituir objeto de reflexão para a compreensão e construção de um projeto democrático de cidade. Ou seja, um projeto de cidade onde o enfoque principal seja aquele da instância social e onde o espaço se entenda como o conjunto inseparável da materialidade e das ações do homem Milton Santos.
Acontecerá em Salvador, nos dias 22, 23 e 24 de outubro de 2012, a terceira edição do Seminário Internacional Urbicentros - Morte e vida dos centros urbanos [>site]. A argumentação fundamental do URBICENTROS#3 parte do entendimento de que a lógica de abandono, fragmentação, descontinuidade e exploração especulativa que passaram e passam as áreas centrais tradicionais das cidades, podem constituir objeto de reflexão para a compreensão e construção de um projeto democrático de cidade. Ou seja, um projeto de cidade onde o enfoque principal seja aquele da instância social e onde o espaço se entenda como o conjunto inseparável da materialidade e das ações do homem Milton Santos.
A tinta vermelha: discurso de Slavoj Žižek aos manifestantes do movimento Occupy Wall Street | Blog da Boitempo
A tinta vermelha: discurso de Slavoj Žižek aos manifestantes do movimento Occupy Wall Street | Blog da Boitempo
Slavoj Žižek visitou a Liberty Plaza, em Nova Iorque, para falar ao acampamento de manifestantes do movimento Occupy Wall Street (Ocupe Wall Street), que vem protestando contra a crise financeira e o poder econômico norte-americano desde o início de setembro deste ano.
O filósofo nos enviou a íntegra de seu discurso para publicarmos em nosso Blog, que segue abaixo em tradução de Rogério Bettoni. Caso deseje ler a versão original em inglês, está disponível no site da Verso Books (assim como outros comentários de filósofos e cientistas sociais sobre o movimento Occupy Wall Street).
***
Não se apaixonem por si mesmos, nem pelo momento agradável que estamos tendo aqui. Carnavais custam muito pouco – o verdadeiro teste de seu valor é o que permanece no dia seguinte, ou a maneira como nossa vida normal e cotidiana será modificada. Apaixone-se pelo trabalho duro e paciente – somos o início, não o fim. Nossa mensagem básica é: o tabu já foi rompido, não vivemos no melhor mundo possível, temos a permissão e a obrigação de pensar em alternativas. Há um longo caminho pela frente, e em pouco tempo teremos de enfrentar questões realmente difíceis – questões não sobre aquilo que não queremos, mas sobre aquilo que QUEREMOS. Qual organização social pode substituir o capitalismo vigente? De quais tipos de líderes nós precisamos? As alternativas do século XX obviamente não servem.
Então não culpe o povo e suas atitudes: o problema não é a corrupção ou a ganância, mas o sistema que nos incita a sermos corruptos. A solução não é o lema “Main Street, not Wall Street”, mas sim mudar o sistema em que a Main Street não funciona sem o Wall Street. Tenham cuidado não só com os inimigos, mas também com falsos amigos que fingem nos apoiar e já fazem de tudo para diluir nosso protesto. Da mesma maneira que compramos café sem cafeína, cerveja sem álcool e sorvete sem gordura, eles tentarão transformar isto aqui em um protesto moral inofensivo. Mas a razão de estarmos reunidos é o fato de já termos tido o bastante de um mundo onde reciclar latas de Coca-Cola, dar alguns dólares para a caridade ou comprar um cappuccino da Starbucks que tem 1% da renda revertida para problemas do Terceiro Mundo é o suficiente para nos fazer sentir bem. Depois de terceirizar o trabalho, depois de terceirizar a tortura, depois que as agências matrimoniais começaram a terceirizar até nossos encontros, é que percebemos que, há muito tempo, também permitimos que nossos engajamentos políticos sejam terceirizados – mas agora nós os queremos de volta.
Dirão que somos “não americanos”. Mas quando fundamentalistas conservadores nos disserem que os Estados Unidos são uma nação cristã, lembrem-se do que é o Cristianismo: o Espírito Santo, a comunidade livre e igualitária de fiéis unidos pelo amor. Nós, aqui, somos o Espírito Santo, enquanto em Wall Street eles são pagãos que adoram falsos ídolos.
Dirão que somos violentos, que nossa linguagem é violenta, referindo-se à ocupação e assim por diante. Sim, somos violentos, mas somente no mesmo sentido em que Mahatma Gandhi foi violento. Somos violentos porque queremos dar um basta no modo como as coisas andam – mas o que significa essa violência puramente simbólica quando comparada à violência necessária para sustentar o funcionamento constante do sistema capitalista global?
Seremos chamados de perdedores – mas os verdadeiros perdedores não estariam lá em Wall Street, os que se safaram com a ajuda de centenas de bilhões do nosso dinheiro? Vocês são chamados de socialistas, mas nos Estados Unidos já existe o socialismo para os ricos. Eles dirão que vocês não respeitam a propriedade privada, mas as especulações de Wall Street que levaram à queda de 2008 foram mais responsáveis pela extinção de propriedades privadas obtidas a duras penas do que se estivéssemos destruindo-as agora, dia e noite – pense nas centenas de casas hipotecadas…
Nós não somos comunistas, se o comunismo significa o sistema que merecidamente entrou em colapso em 1990 – e lembrem-se de que os comunistas que ainda detêm o poder atualmente governam o mais implacável dos capitalismos (na China). O sucesso do capitalismo chinês liderado pelo comunismo é um sinal abominável de que o casamento entre o capitalismo e a democracia está próximo do divórcio. Nós somos comunistas em um sentido apenas: nós nos importamos com os bens comuns – os da natureza, do conhecimento – que estão ameaçados pelo sistema.
Eles dirão que vocês estão sonhando, mas os verdadeiros sonhadores são os que pensam que as coisas podem continuar sendo o que são por um tempo indefinido, assim como ocorre com as mudanças cosméticas. Nós não estamos sonhando; nós acordamos de um sonho que está se transformando em pesadelo. Não estamos destruindo nada; somos apenas testemunhas de como o sistema está gradualmente destruindo a si próprio. Todos nós conhecemos a cena clássica dos desenhos animados: o gato chega à beira do precipício e continua caminhando, ignorando o fato de que não há chão sob suas patas; ele só começa a cair quando olha para baixo e vê o abismo. O que estamos fazendo é simplesmente levar os que estão no poder a olhar para baixo…
Então, a mudança é realmente possível? Hoje, o possível e o impossível são dispostos de maneira estranha. Nos domínios da liberdade pessoal e da tecnologia científica, o impossível está se tornando cada vez mais possível (ou pelo menos é o que nos dizem): “nada é impossível”, podemos ter sexo em suas mais perversas variações; arquivos inteiros de músicas, filmes e seriados de TV estão disponíveis para download; a viagem espacial está à venda para quem tiver dinheiro; podemos melhorar nossas habilidades físicas e psíquicas por meio de intervenções no genoma, e até mesmo realizar o sonho tecnognóstico de atingir a imortalidade transformando nossa identidade em um programa de computador. Por outro lado, no domínio das relações econômicas e sociais, somos bombardeados o tempo todo por um discurso do “você não pode” se envolver em atos políticos coletivos (que necessariamente terminam no terror totalitário), ou aderir ao antigo Estado de bem-estar social (ele nos transforma em não competitivos e leva à crise econômica), ou se isolar do mercado global etc. Quando medidas de austeridade são impostas, dizem-nos repetidas vezes que se trata apenas do que tem de ser feito. Quem sabe não chegou a hora de inverter as coordenadas do que é possível e impossível? Quem sabe não podemos ter mais solidariedade e assistência médica, já que não somos imortais?
Em meados de abril de 2011, a mídia revelou que o governo chinês havia proibido a exibição, em cinemas e na TV, de filmes que falassem de viagens no tempo e histórias paralelas, argumentando que elas trazem frivolidade para questões históricas sérias – até mesmo a fuga fictícia para uma realidade alternativa é considerada perigosa demais. Nós, do mundo Ocidental liberal, não precisamos de uma proibição tão explícita: a ideologia exerce poder material suficiente para evitar que narrativas históricas alternativas sejam interpretadas com o mínimo de seriedade. Para nós é fácil imaginar o fim do mundo – vide os inúmeros filmes apocalípticos –, mas não o fim do capitalismo.
Em uma velha piada da antiga República Democrática Alemã, um trabalhador alemão consegue um emprego na Sibéria; sabendo que todas as suas correspondências serão lidas pelos censores, ele diz para os amigos: “Vamos combinar um código: se vocês receberem uma carta minha escrita com tinta azul, ela é verdadeira; se a tinta for vermelha, é falsa”. Depois de um mês, os amigos receberam a primeira carta, escrita em azul: “Tudo é uma maravilha por aqui: os estoques estão cheios, a comida é abundante, os apartamentos são amplos e aquecidos, os cinemas exibem filmes ocidentais, há mulheres lindas prontas para um romance – a única coisa que não temos é tinta vermelha.” E essa situação, não é a mesma que vivemos até hoje? Temos toda a liberdade que desejamos – a única coisa que falta é a “tinta vermelha”: nós nos “sentimos livres” porque somos desprovidos da linguagem para articular nossa falta de liberdade. O que a falta de tinta vermelha significa é que, hoje, todos os principais termos que usamos para designar o conflito atual – “guerra ao terror”, “democracia e liberdade”, “direitos humanos” etc. etc. – são termos FALSOS que mistificam nossa percepção da situação em vez de permitir que pensemos nela. Você, que está aqui presente, está dando a todos nós tinta vermelha.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Antonio Negri y Michael Hardt conclusiones | TabaCanal
Antonio Negri y Michael Hardt conclusiones | TabaCanal
Aquí podéis ver las conclusiones de Antonio Negri y Michael Hardt.
Antonio Negri y Michael Hardt conclusiones
Publicado el 16. oct, 2011 by smm en .nuestros Videos
El día 7 de octubre se celebró en La Tabacalera la segunda sesión del seminario organizado por la Universidad Nómada“Crisis y revoluciones posibles”, con la participación de Antonio Negri y Michael Hardt. El encuentro se centraba en el 15M y se estructuró en base a cuatro bloques de preguntas lanzadas por los ponentes, ronda de respuestas por parte de los asistentes y conclusiones devueltas por Antonio Negri.Aquí podéis ver las conclusiones de Antonio Negri y Michael Hardt.
domingo, 27 de maio de 2012
OcupaRio |
OcupaRio |
26/05/2012 Por Gabriela Serfaty
"Museu é o mundo, é a experiência cotidiana”. Helio Oticica
A atmosfera está diferente de ontem e de anteontem?
A cidade está ocupada. Corpos. Afetos. Ações. Gestos. Parangolés. Macumba. Afoxé. Uma multiplicidade infinita de possibilidades transita em uma cidade em processo. Uma manifestação de desejos antes muda ganha voz.
Ocupa-Rio faz parte de um movimento global que se organiza e se constrói através de outras formas de pensar e se relacionar com o mundo. Um acontecimento político preenchido de novas peculiaridades.
As palavras de ordem se transformam em ações, discussões e questionamentos. Do micro ao macro, do particular ao totalizante, do vizinho ao estranho. Emerge a capacidade de se manter junto, de agenciar, pouco a pouco, os fluxos de certezas e desejos. O inimigo não é mais localizado. As divisões de classes ganham novas formas de organizações, mais fluídas e diluídas nas relações de poder.(continua...)
Las asambleas populares cumplen un año y lo celebran este domingo en Sol
Las asambleas populares cumplen un año y lo celebran este domingo en Sol
El domingo 27 de mayo, entre las 15:00 y las 24:00, las asambleas populares de barrios y pueblos de Madrid celebran su aniversario en la Puerta del Sol y alrededores.
Habrá, a partir de las 15:00, cuatro comidas populares (en principio “de traje”, cada persona debe traer algo) en cuatro plazas aledañas a Sol, que servirán de lugar de encuentro de las asambleas populares barrios y pueblos de cada zona:
El domingo 27 de mayo, entre las 15:00 y las 24:00, las asambleas populares de barrios y pueblos de Madrid celebran su aniversario en la Puerta del Sol y alrededores.
Habrá, a partir de las 15:00, cuatro comidas populares (en principio “de traje”, cada persona debe traer algo) en cuatro plazas aledañas a Sol, que servirán de lugar de encuentro de las asambleas populares barrios y pueblos de cada zona:
- Las de la zona Norte, tienen su cita en la Plaza de Callao.
- Las de la zona Sur, en la Plaza de Jacinto Benavente.
- Las de la zona Este, en el área peatonal de la calle Alcalá próxima al
Sevilla. - Las de la zona Oeste, en la Plaza de Oriente.
- (...) link acima
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