Is the Egyptian Revolution Dead?
by beloved friend Philip Rizk via Pablo de Soto (facebook)
The final excerpt:
Today we are still in the midst of the January 25 Revolution. We face a serious threat of its co-optation but until now the power still lies with the people. In order to fight on we must both remember the past as well as see our immediate situation in light of the global power constellation.
We are not alone.
Despite the different contexts across Brazil, Turkey, and Chile, as in Greece, Spain, Portugal, and the United States, people are taking to the street to stand in the way of the rule of local elites by the logic of the longevity of their power and the increase of a minorities’ wealth. Seeing all these revolutionary moments within one frame means that with or without democracy, with or without elections, popular rule is moving to the street and out of institutions and government offices. As Max Weber wrote, representation is a “structure of domination,” and thus we maintain the revolution’s cry, “the people want the fall of the system.”
We are at a global turning point.
We must fight on.
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sexta-feira, 12 de julho de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Democracia ou desordem? As quatro lições da Primavera Árabe - BBC Brasil - Notícias
Democracia ou desordem? As quatro lições da Primavera Árabe - BBC Brasil - Notícias
Nenhum dos dois argumentos, no entanto, sobrevivem diante de uma análise mais criteriosa dos fatos.
É evidente que aqueles dias empolgantes de 2011 – quando os árabes tomaram as ruas e depuseram três ditadores – se transformaram agora em uma memória distante.
Muitos dos que participaram dos protestos há dois anos agora estão profundamente desiludidos. Suas vidas não melhoraram e, em muitos casos, pioraram.
Mas é necessário questionar o que deu errado, e tirar as lições corretas.
A primeira lição é que a Primavera Árabe é um processo, e não um evento. Nunca ninguém poderia imaginar que os governantes árabes, e as elites que os sustentavam, um dia cairiam ou morreriam.
O papel do Ocidente sempre foi ambivalente. Ele sempre esteve nos dois lados – ansioso por encorajar as novas democracias, mas sem derrubar as velhas autocracias.
Em sociedades em que os movimentos democráticos eram suprimidos há muito tempo, não se pode esperar que a tolerância, o pluralismo e os direitos humanos aflorem do dia para noite.
Isso sempre será, nessa região, um longa luta geracional.
Na Tunísia, as forças armadas abandonaram o ditador - e, em seguida, saíram do cenário político.
No Egito, ocorreu o oposto. Por duas vezes, após protestos em massa, o Exército interveio e retirou um ditador do poder.
Mas ao assumirem o controle do país, os militares foram inábeis. A noção de que as Forças Armadas poderiam ser um instrumento para a democracia sempre foi suspeita.
Na Líbia – até agora um caso excepcional -, foi uma intervenção do Ocidente que virou o jogo, selando o destino do ditador Muammar Kadhafi.
Na Síria, o Ocidente está – com razão – relutante a agir, deixando para as forças locais e regionais resolver o conflito.
Não há um padrão fixo e, por isso, não há resultados uniformes.
Na Tunísia, eles entenderam que não poderiam governar sozinhos.
Já os muçulmanos egípcios cometeram o erro de se livrar brutalmente de seus oponentes.
Por outro lado, incapazes de se livrarem de uma paranoia enraizada, eles tendem a ver todos os opositores como conspiradores.
E, fatalmente, subestimaram o poder dos militares.
Mas é um erro achar que, regionalmente, os muçulmanos estão recuando. Eles estão na defensiva, mas longe de serem vencidos.
A questão é qual lição eles vão tirar dos eventos recentes.
Alguns muçulmanos egípcios podem chegar à conclusão de que não podem culpar os outros pelo próprio destino: afinal, tiveram sua chance de exercer o poder, mas perderam essa oportunidade.
Outros, no Egito, na Síria ou em outros locais, podem argumentar que a democracia não leva a nada, e que apenas por meio da violência podem alcançar a utopia islâmica.
A ideia do empoderamento popular criou raízes, alimentada pela TV por satélite e pelas mídias sociais. E nenhum país está imune a isso.
A Primavera Árabe pode não ter alterado o balanço de poder regional, mas derrubou as expectativas populares.
É uma revolução na mente.
Mas a dura lição é que, por si só, o poder popular não é suficiente.
O desafio a longo prazo é traduzir o protesto popular e o ódio do povo em uma mudança real e duradoura.
Se isso não acontecer, a promessa da Primavera Árabe não será concretizada.
* Roger Hardy é autor do livro 'A Revolta Muçulmana: uma Jornada pelo Islã Político' (2010). Ele é professor associado nas universidades London School of Economics e King's College, em Londres.
Alguns analistas estão dizendo que tudo não passou de
uma ilusão, que a Primavera Árabe - que parecia ser o prenúncio da
democracia – não trouxe nada além de desordem.
Outros vão ainda mais longe e argumentam que
árabes, ou muçulmanos, estão presos ao sectarianismo e à intolerância e
que, por isso, são incapazes de promover a democracia.Nenhum dos dois argumentos, no entanto, sobrevivem diante de uma análise mais criteriosa dos fatos.
É evidente que aqueles dias empolgantes de 2011 – quando os árabes tomaram as ruas e depuseram três ditadores – se transformaram agora em uma memória distante.
Muitos dos que participaram dos protestos há dois anos agora estão profundamente desiludidos. Suas vidas não melhoraram e, em muitos casos, pioraram.
Mas é necessário questionar o que deu errado, e tirar as lições corretas.
1. Nunca será fácil e rápido
A primeira lição é que a Primavera Árabe é um processo, e não um evento. Nunca ninguém poderia imaginar que os governantes árabes, e as elites que os sustentavam, um dia cairiam ou morreriam.
O papel do Ocidente sempre foi ambivalente. Ele sempre esteve nos dois lados – ansioso por encorajar as novas democracias, mas sem derrubar as velhas autocracias.
Em sociedades em que os movimentos democráticos eram suprimidos há muito tempo, não se pode esperar que a tolerância, o pluralismo e os direitos humanos aflorem do dia para noite.
Isso sempre será, nessa região, um longa luta geracional.
2. Não há um padrão único
A segunda lição - bastante óbvia mediante um rápido retrospecto - é que circunstâncias diferentes produzem resultados diferentes.Na Tunísia, as forças armadas abandonaram o ditador - e, em seguida, saíram do cenário político.
No Egito, ocorreu o oposto. Por duas vezes, após protestos em massa, o Exército interveio e retirou um ditador do poder.
Mas ao assumirem o controle do país, os militares foram inábeis. A noção de que as Forças Armadas poderiam ser um instrumento para a democracia sempre foi suspeita.
Na Líbia – até agora um caso excepcional -, foi uma intervenção do Ocidente que virou o jogo, selando o destino do ditador Muammar Kadhafi.
Na Síria, o Ocidente está – com razão – relutante a agir, deixando para as forças locais e regionais resolver o conflito.
Não há um padrão fixo e, por isso, não há resultados uniformes.
3. Os muçulmanos estão em uma encruzilhada
Em toda a região, os muçulmanos puderam experimentar o que é ter poder, mas o usaram de formas diferentes.Na Tunísia, eles entenderam que não poderiam governar sozinhos.
Já os muçulmanos egípcios cometeram o erro de se livrar brutalmente de seus oponentes.
Por outro lado, incapazes de se livrarem de uma paranoia enraizada, eles tendem a ver todos os opositores como conspiradores.
E, fatalmente, subestimaram o poder dos militares.
Mas é um erro achar que, regionalmente, os muçulmanos estão recuando. Eles estão na defensiva, mas longe de serem vencidos.
A questão é qual lição eles vão tirar dos eventos recentes.
Alguns muçulmanos egípcios podem chegar à conclusão de que não podem culpar os outros pelo próprio destino: afinal, tiveram sua chance de exercer o poder, mas perderam essa oportunidade.
Outros, no Egito, na Síria ou em outros locais, podem argumentar que a democracia não leva a nada, e que apenas por meio da violência podem alcançar a utopia islâmica.
4. O poder do povo não é suficiente
Por último, as revoltas árabes mostraram o poder, e também as limitações, dos protestos em massa.A ideia do empoderamento popular criou raízes, alimentada pela TV por satélite e pelas mídias sociais. E nenhum país está imune a isso.
A Primavera Árabe pode não ter alterado o balanço de poder regional, mas derrubou as expectativas populares.
É uma revolução na mente.
Mas a dura lição é que, por si só, o poder popular não é suficiente.
O desafio a longo prazo é traduzir o protesto popular e o ódio do povo em uma mudança real e duradoura.
Se isso não acontecer, a promessa da Primavera Árabe não será concretizada.
* Roger Hardy é autor do livro 'A Revolta Muçulmana: uma Jornada pelo Islã Político' (2010). Ele é professor associado nas universidades London School of Economics e King's College, em Londres.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Diálogos Globais no Conexões Globais 2.0 - programação dia 25/01
16h - Diálogos Globais
A ideia do Conexões Globais 2.0 é transformar o vão central da Casa de Cultura Mário Quintana num verdadeiro palco de Diálogos Globais. Essa espaço - multimídia e multifuncional - conectará o público via webconferência com ativistas que participaram das grandes mobilizações que questionaram os limites da democracia e chacoalharam o mundo em 2011.
16h às 17h15 – A internet como direito humano
Webconferencista: Javier de la Cueva - advogado espanhol, especialista em direitos digitais.
Debatedores:
Maria do Rosário - Professora, deputada federal e atualmente ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República - @_mariadorosario
Maria do Rosário - Professora, deputada federal e atualmente ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República - @_mariadorosario
Rogério Santanna - Engenheiro Mecânico especialista em Gerência em Engenharia de Software, Gestão Empresarial pela UFRGS e em Marketing pela FGV. Foi diretor presidente da Procempa, Secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão e presidente da Telebrás. @santannarogerio
Giuseppe Cocco – professor de UFRJ. Cientista político, participa da Rede Universidade Nômade. Escreveu, com Antonio Negri, GlobAL: Biopoder e Luta em uma América Latina Globalizada e MundoBraz: o devir Brasil do mundo e o devir-mundo do Brasil.
18h15 - Diálogo Global
18h15 às 19h30 – Da Primavera Árabe à Internet na Construção da Democracia 2.0
2011 ficou marcado pelas mobilizações por maior participação. Foi o ano dos manifestantes e indignados 2.0. Nos países árabes, a população se insurgiu e as ditaduras começaram a ruir. A onda se espalhou por todo mundo: milhões de pessoas foram às ruas questionar os limites da democracia representativa. Como estas experiências podem influenciar na construção de uma nova democracia tendo a internet como plataforma de apoio? #globalrevolution #gabinetedigital #primaveraarabe #globalchange
Webconferencista: Olga Rodriguez - @olgarodriguezfr
Jornalista especializada em Oriente Médio e escritora. Colabora com o jornal Publico e com o jornal online Periodismo Humano. Atualmente finaliza um livro sobre as revoltas árabes, que será lançado em maio, com o título “Yo muero hoy” [Eu morro hoje] (Debate). É autora dos livros “El hombre mojado no teme la lluvia: Voces de Oriente Medio” (Debate, 2009), “Aquí Bagdad” (2004) e do livro coletivo “José Couso, la mirada incómoda” (2004). Trabalhou no Afeganistão, Egito, Iraque, Israel, Territórios Ocupados Palestinos, Jordânia, Kosovo, Líbano, México, Siria, Iêmen e Estados Unidos, entre outros países. Durante dez anos trabalhou na cadeia SER, Cuatro e CNN+.
Debatedores:
Gilberto Gil - Músico, compositor. Ex-ministro da Cultura do Brasil. @gilbertogil
Antônio Martins - Jornalista por um mundo pós-jornais. Ativista por uma democracia que torne a representação supérflua. Criador do Le Monde Diplomatique Brasil e do Outras Palavras - @antoniomartins
Vinicius Wu - Secretário Chefe de Gabinete do Governador e Coordenador Geral do Gabinete Digital do Governo do Rio Grande do Sul - @vinicius_wu
Gilberto Gil - Músico, compositor. Ex-ministro da Cultura do Brasil. @gilbertogil
Antônio Martins - Jornalista por um mundo pós-jornais. Ativista por uma democracia que torne a representação supérflua. Criador do Le Monde Diplomatique Brasil e do Outras Palavras - @antoniomartins
Vinicius Wu - Secretário Chefe de Gabinete do Governador e Coordenador Geral do Gabinete Digital do Governo do Rio Grande do Sul - @vinicius_wu
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